domingo, 16 de abril de 2017

Senhor dai-lhes a remissão


 



















Páscoa da Ressurreição,

na fé de todo o cristão,

é a vida que vence a morte

tendo a fé como suporte.

 

Cristo, Espírito Sup’rior,

veio ao mundo anunciar o amor.

Os oprimidos soltou

e em liberdade os mandou. 
 

                                  Os cegos recuperou

com amor Ele os tratou.
 
Morreu pregado na cruz

e ainda não se fez luz 
 
nas mentes da destruição

do mundo e do seu irmão,

orgulhosos do poder

de só mal querer fazer.

 
TU, que padeceste na cruz,

faz destes corações luz

abrindo as mentes ao amor

para acabar com a dor 
 
no mundo  onde há tanto mal

e a destruição é total

p’lo poder pela ambição. 

Senhor, dai-lhes  remissão.
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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de imagem - Google


               

domingo, 26 de março de 2017

Foste a jóia mais preciosa que amei tanto


 

 
 
Foste a jóia mais preciosa que amei tanto
Foste o sol radiante a sorrir para mim
Foste lúdica aventura de encanto
Foste o aroma mais puro dum jasmim. 
 

Foste tudo na minha vida plena
Foste a alma e o amor do meu jardim
Foste a luz brilhante, calma e serena,
Foste a guia, estrela a descer sobre mim.
 

Fui jóia verdadeira, brilhante e pura
Fui para ti fascínio e loucura
 Fui doce afago dum véu de cetim.
 

Fui o mais puro e sublime olhar p’ra ti
Fui  amor maior que no teu peito senti
Fui encantamento  eterno, sem fim!...

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Poema de - Zélia Chamusca
Fonte de limagem - Google

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Fechada a Caixa


                               



Dada por finda a laracha,

Está já fechada a caixa.

Não se falava em mais nada;

Que triste esta rapaziada…

 

Que enchedela de fartote!

Porém, rebentou-se o pote:

Calaram a trapalhada

Com uma grande pedrada!

 

Com o peso da pancada

A boca ficou calada.

São de vidro suas telhas;

Moucas estão as orelhas…

 

Já comeram as palavras,

Bem se calaram os cravas,

Fecharam-nas bem na caixa

A malta que, agora, encaixa...

 
Já lhes calaram o pio

Que tristeza, já não rio…

Não dá mesmo para rir!

O tesouro a escapulir...
 

Com as costas já curvadas

E as larachas acabadas

Que fartote isto me dá!

(Mas no fundo, bem no fundo),

Dói-me a miséria que há!

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Poema de - Zélia Chamusca
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Este Amor


                                          
      
 
 Ah! Este amor que fascina e arrebata a alma,

que incendeia o corpo e tranquiliza e acalma…

 

Ah! Este amor que brilha na luz do olhar

pelo encanto do sonho num não acordar…

 

Ah! Este amor que é doce e cega loucura,

ilumina a alma de encanto e ternura…

 

Ah! Este amor que dá vida ao corpo e à mente,

 é aponia, ápice do prazer, no que ama e sente…

 

Ah! Este amor não se compra nem se vende

é aquele amor que nunca alguém entende…

 

Ah! Este amor que não tem qualquer jeito

é o amor verdadeiro que trago no peito!


                              
 

                                       

Poema de - Zélia Chamusca
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Folhas Caídas


 

  












 Ausente na multidão,

Sozinha converso,

Imersa na lassidão

De outrora o inverso.

 

Deambulo entre a gente,

Com que na rua me cruzo,

Todo indiferente

E, paradoxalmente,

Algo profuso

Embora difuso.

 

No imenso vazio

Deste Inverno frio,

Aqui e ali,

Como qualquer álibi,

Brotam folhas caídas

P’lo vento varridas:

 

Narcísica imagem,

Na água cristalina,

Refletindo a passagem

Que meu espírito atina.

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Poema de - Zélia Chamusca
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Nem por um momento se faz Natal








Os demónios invadiram a Terra

com tanta desgraça, ódio, fome e guerra!

Nem neste Natal nem noutro qualquer

parou a guerra por momentos sequer!



Já não há tréguas, não se suspende o mal,

nem por um momento se faz Natal!

Natal é amor, paz, solidariedade,

mas, não há amor, nem paz; apenas, maldade…



Fabricam-se armas para destruição,

jogando ao poder, em competição!

Tal a crueldade que paira no mundo

onde falta amor e há ódio profundo…



Não escutam Jesus que nos vem lembrar

que uns aos outros nos devemos amar.

Está triste Deus, chamem-Lhe o  que for,

porque o Seu verdadeiro nome é – O AMOR!

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Poema de - Zélia Chamusca
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sábado, 24 de dezembro de 2016

Nesta manhã fria de dia de Natal




Nesta manhã fria de dia de Natal,
há tantas crianças tristes, diferentes
de muitas outras, felizes, contentes.

Nesta manhã fria de dia de Natal,
há muitas crianças sem qualquer direito
quando tantas outras dignas de respeito.

Nesta manhã fria de dia de Natal,
há crianças alegres com muitos presentes
e tantas outras tristes, descontentes…

Meu Velho Pai Natal, olha as criancinhas…
Até tu, esqueceste as mais pobrezinhas?
Ninguém se lembra delas coitadinhas…

Há tanta criança, que eu nem posso crer,
tão torturada, de fome a morrer!

Meu Velho Pai Natal, és tu o culpado
por este mundo desumanizado?!
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                                 Zélia Chamusca

                                     Natal de 2016